Publicado em 07/12/2025 no Portal ES360
Muitas comemorações neste final de ano no ecossistema de inovação do estado. Em 1995, antes do aparecimento da palavra startup, surgia a primeira incubadora da cidade e do estado, em um prédio símbolo da engenharia da Ufes, como quem sinaliza para o futuro, com a missão de desenvolver o empreendedorismo. No início de tudo, a Tecvitória juntou alguns abnegados, picados pelos ventos da inovação que coincidiam com os primeiros movimentos da internet. De lá para cá, altos e baixos, mas sempre deixando bons rastros que espalharam conceitos, startups e outras estruturas por todo o estado e pelo Brasil. Se o Ifes tem hoje 18 incubadoras pelos seus campi, a primeira foi organizada e preparada pela Tecvitória. Se há hubs ou ambientes de inovação em vários municípios, muito se deve a essa instituição que completa seus 30 anos neste final de 2025. A ideia de um escritório de projetos para captação de recursos para as incubadas foi show.
Antes da Tecvitória, e junto com ela, uma base de empreendedores de TI e departamento de informática da Ufes formaram toda uma geração de empreendedores e técnicos que migraram para ou influenciaram o surgimento das ponto.com, depois rebatizadas como startups. Sebrae, Bandes, Fapes e Funcitec foram instituições importantes nesse início.
Há 6 anos aparecia outro ícone da inovação. Plantada como uma nave espacial no topo do prédio da Federação das Indústrias, o Findeslab colocava o tema inovação definitivamente gravado no setor industrial. São da mesma geração de instituições o iNO.VC da ArcelorMittal, o Base27, o ESX, o Funses1(Fundo soberano), o MCI(Mobilização Capixaba pela Inovação) e o IST(Instituto Senai de Tecnologia para eficiência operacional), já pegando a onda da inovação aberta que se espalhava pelo Brasil e pelo mundo. Grandes empresas abriam seus desafios e suas dores, seu backlog interminável de demandas, para que startups viessem ajudar a resolver. O Findeslab coordenou muitos desses desafios, ajudando a desenvolver empresas e parcerias. O IST liga o estado com outros 90 institutos do Senai pelo país, com inúmeras especializações, agregando o lado hard da tecnologia com seus laboratórios disponibilizados para as empresas.
E para onde vamos agora? Quais os próximos passos do ecossistema? O Parque de Inovação da Serra, o primeiro em operação do Estado, recém inaugurado, puxa a vocação industrial do município para o lado da tecnologia. O Findeslab avança da sua origem em inovação aberta para apoio tecnológico mais profundo às empresas do estado e é consultado por vários estados buscando copiar o modelo. A Tecvitória se repagina inclusive fisicamente, para um novo salto. A MCI espalha recursos para inovação em setores e municípios diversos. Nesta semana o Senai inaugurou o Senai Porto, voltado para formação de técnicos para a Economia do Mar(vocação natural do estado), instalado no local apropriado, em um galpão do Porto de Vitória, totalmente reformado e equipado, prometendo povoar e agitar o centro de Vitória com 1800 alunos por dia. Uma grade de treinamento com tudo de mais moderno da transformação digital e gestão: da IA à cibersegurança, da gamificação às redes, da logística à gestão portuária.
Os parabéns de data natalícia ficam pelos 30 anos da Tecvitória e os 6 anos do Findeslab. Sucesso!
O início, o fim e o meio: ecossistema no tempo – ES360
